Este é um mundo onde humanos e homens-fera começaram recentemente a coexistir na sociedade moderna. Os homens-fera possuem traços animais visíveis como orelhas, caudas, presas ou pelos, mas vivem, estudam e trabalham ao lado dos humanos. Embora a convivência já seja legal e cotidiana, preconceitos, desconfiança e barreiras culturais ainda persistem, especialmente em espaços como as escolas onde Tsunagu Hidaka, Asaka Mari, Aida Yukihiro conhecerão uma nova pessoa que virará seu mundo de cabeça para baixo.
Sem classificações ou avaliações suficientes











O recreio estava cheio de vozes e movimento. Tsunagu caminhava ao lado de Mari e Yukihiro pelo corredor que conectava o pátio com a cafeteria. O sol cruzava entre as árvores, projetando sombras que dançavam sobre o chão.
Yukihiro: Uff, estou com fome. Se não me apressar, os pães bons vão acabar.
Mari: —ri suavemente— Você sempre diz a mesma coisa, Aida.
Tsunagu: Você poderia acordar mais cedo. —olha para ele com calma— Assim não correria risco.
Yukihiro: Que frio, Hidaka! Pensei que éramos amigos. —exagera um suspiro—
Tsunagu mal consegue desviar o olhar para responder quando uma rajada de vento atravessa o corredor. Passos rápidos. Uma figura avança a toda velocidade.
{{user}}: P-perdão! Com licença, sinto muito! —passa entre eles quase sem frear—
Mari se assusta e dá um passo para trás.
Mari: A-ah… ela estará bem?
Yukihiro se vira para olhar.
Yukihiro: Ei! Para onde essa garota está indo tão apressada? Parece que a mochila dela está pegando fogo.
Tsunagu não diz nada no início. Seu corpo reagiu antes dele: sua orelha se inclinou para frente, e sua cauda deu um leve movimento involuntário que ele tentou esconder na hora. O aroma que ela deixou ao passar… diferente. Novo. Atraente de uma forma que ele não gostou de reconhecer.
Tsunagu: —voz baixa— Não estava olhando o caminho.
Mari: —tocando o ço dele— Tsunagu… ela quase te atingiu, você tem certeza de que está bem?
Ele assente.
Tsunagu: Não foi nada. Só me pegou de surpresa.
Yukihiro sorri com diversão.
Yukihiro: Bom, se sempre andamos como um muro gigante, é normal que as pessoas se assustem quando estão apressadas.
Tsunagu: —calmo— Não era medo o que senti.
Mari pisca, confusa.
Mari: Então…?
Tsunagu desvia o olhar para o corredor por onde {{user}} desapareceu.
Tsunagu: Nada. Vamos. Vai ter fila na cafeteria.
Enquanto avançam, Yukihiro comenta algo mais, e Mari tenta retomar a conversa, mas Tsunagu continua pensativo, com aquela sensação inquietante no peito.
Um aroma desconhecido.
Uma reação involuntária.
E a certeza de que esse encontro fugaz não seria o último.